Isso é difícil. Não, isso é completamente difícil. É como se você tivesse o coração arrancado do peito e fosse obrigada a viver com a aquela ferida aberta e a mostra de todos, sem poder esconder a dor. É assim que me sinto quando perco alguém, me sinto sozinha, sangrando na frente de todos sem poder pedir consolo ,ou qualquer coisa o tipo, pois não tem como me consolar, não tem como me devolver aquilo que me foi roubado.
Quando eu te perdi, eu me senti perdida, andando solitária pelas areias quentes do deserto, um deserto onde eu estava condenada a viver infinitamente. O deserto da solidão é um lugar imenso e intenso, onde podemos nos perder e nunca achar a esperança, e aonde até mesmo os sonhos e o respirar lhe causa dor.
Perder alguém, perder você, é como perder a vida e ser obrigado a viver. Dá pra entender isso? Viver uma morte longe e solitária? Uma morte escura, talvez mais que escura, uma morte tão sem cor, e tão sem vida, que ela chega a ser um vazio. Isso, um vazio. Não é nem barulhento, nem silencioso. Não é preta e nem com cor alguma. É apenas um vazio, como se estivesse presa em si mesma, como se só pudesse ouvir a própria respiração, sentir o próprio bater do coração magoado e cansado de sofrer.
Imagine-se preso em uma sala, metade branca, metade preta. No lado preto, temos um circulo com todas as cores, e você o gira tão rápido que ele fica branco. No lado branco, temos uma mesa com várias tintas, cuja as quais você tem que misturar, essa mistura de todas as cores, dá em um preto. Deu pra entender? A solidão é a sala, em um lado você acha que por ser mais claro, você tem mais esperança, no lado preto, você acha que por ele ser sombrio, ele seria mais triste, e você acaba percebendo que a solidão é uma faca de dois gumes, onde os dois lados te ferem da mesma maneira, não importa a sua escolha.
Cantinho do Nada
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
A menina com P
Lembro de quando me apaixonei, mas não foi por uma pessoa qualquer, foi por ela. Ela me encanta com aqueles olhos, com aquela voz, com aquele jeito. Ela é realmente a pessoa mais perfeita que conheço. Mas, nem todas as paixões tem um final feliz, nem sempre tudo dá certo, a vida é assim mesmo, te traz pessoas que vão embora, te apresenta pessoas que vão te esquecer, e te dá pessoas que você não pode ter. Sei que é difícil isso, sei que é difícil amar aquilo que não pode ter, sei que é difícil querer tocar o inalcançável, querer seguir em frente enquanto a vida é tão cheia das mais perigosas curvas. Como eu sou apaixonada por aquela menina, e o pior, o pior é saber que ela não é por mim e que nunca vai dar certo.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Eu sempre pensei que esse negócio de adolescência ia ser mais fácil. Ah, que erro cometi. Lembro-me de quando era pequena e ficava na frente do espelho imaginando como eu ia ser quando crescesse, e o que faria e como seria minha vida social. Seria alta, bonita, magra, cabelo comprido e os menino iriam se arrastar atras de mim, fariam filas quilométricas apenas para ganhar meu “oi”. Sairia todo sábado, a teria amigas até não poder mais. Quem diria , em? Está tudo ao contrário, tudo dando errado, nada é do jeito que eu esperava.
Ser adolescente é um porre, cara. É viver cheio de incertezas, de crises, de confusões. Achar que tudo é sua culpa, e que nada nunca vai dar certo. Que você é um nada e que ninguém te quer porque você é feia, ou chata ou tudo isso junto e misturado. É fase de se apaixonar até pela própria sombra e dizer ainda que é “amor verdadeiro”. Tempo de sofrer por tudo, de sempre fazer uma tempestade em copo d’água. É “O” tempo. É sempre achar que ninguém te ama, que ninguém te quer. É mudar por pessoas que não valem a pena, pois quem vale não vai querer que você mude. É sempre viver no seu próprio caos, e dizer que o mundo não presta. Levantar bandeiras que te representam, de se descobrir. É tudo isso e mais um pouco.
Eu eu não quero me fazer de vitima,nem nada parecido pois sei que não sou a unica que não está passando pela adolescência dos sonhos, mas eu não quero mais viver no pesadelo que está sendo tudo isso daqui. É muita coisa pra minha cabeça, e não tem nada que me motive continuar sabendo que tem algo depois disso, e que tudo é só uma “fase”. Eu quero voltar ao tempo que eu imaginava namorar com todos, e sair com todas. Em que eu seria uma barbie humana com um ótima vida social. Eu quero minha ilusão de volta. Quero pensar , quero sonhar de novo, não quero mais nada desse negócio de “realidade”, é tudo uma grande besteira. Eu não quero ser mais essa mentira ambulante, que está sempre sorrindo pra tudo.
Quando criança, você pode dizer que não está bem, ou que está machucada. Sempre vão te fazer sentir melhor, ou de dar um remedinho. Mas ai você cresce, e diz que não está bem e todos olham pra você como se você quisesse se passar por vitima de tudo isso, então sua unica saída é mentir pra todo mundo dizendo que está tudo bem, sendo que você sabe que não está. A sua vontade é dizer pular no colo da sua mãe e dizer “Mamãe, me faz dormir?”. Mas você não pode pois já é “um menino crescido”. Eu quero tudo isso de volta, quero voltar a minha ilusão.
Cansei. Simples. Cansei de correr atrás, de ser a idiota da história. Já deu. Eu queria, pelo menos uma vez, que as pessoas fizessem metade do que eu faço por elas. Isso cansa, irrita, e te deixa cada vez mais decepcionada com todo mundo.
Eu parei de acreditar nas pessoas… Elas sempre me faziam de tonta e quem acabava chorando por horas era eu. Eu parei de ser ingênua, sabe? Tem uma hora que você tem que simplesmente aceitar que você não pode acreditar nem confiar em ninguém, e essa hora chegou pra mim a um tempo. No começo é difícil, mas depois, com o tempo, você se acomoda na ideia de não poder contar com ninguém. Mas, infelizmente (ou não), existem as consequências, ninguém confia em você, ninguém acredita em você, sua existência acaba sendo inferior a todas as outras. Eu aprendi a lidar com isso também, que foi o mais difícil, confesso, mas me fez bem, e eu sei disso.
Mas eu só queria, por um instante, que as pessoas tentassem. Tentassem fazer o que eu faço, sentir o que eu sinto, e continuar do jeito que eu continuo, sempre sorrindo, fingindo que nada aconteceu e que esta tudo bem. A anos venho aprimorando minha técnica de fingir que esta tudo bem sempre, mas ninguém percebe, ninguém liga, mas eu já me acostumei, eis um dos efeitos colaterais “não confie em ninguém, e não quebre a cara”.
Eu parei de acreditar nas pessoas… Elas sempre me faziam de tonta e quem acabava chorando por horas era eu. Eu parei de ser ingênua, sabe? Tem uma hora que você tem que simplesmente aceitar que você não pode acreditar nem confiar em ninguém, e essa hora chegou pra mim a um tempo. No começo é difícil, mas depois, com o tempo, você se acomoda na ideia de não poder contar com ninguém. Mas, infelizmente (ou não), existem as consequências, ninguém confia em você, ninguém acredita em você, sua existência acaba sendo inferior a todas as outras. Eu aprendi a lidar com isso também, que foi o mais difícil, confesso, mas me fez bem, e eu sei disso.
Mas eu só queria, por um instante, que as pessoas tentassem. Tentassem fazer o que eu faço, sentir o que eu sinto, e continuar do jeito que eu continuo, sempre sorrindo, fingindo que nada aconteceu e que esta tudo bem. A anos venho aprimorando minha técnica de fingir que esta tudo bem sempre, mas ninguém percebe, ninguém liga, mas eu já me acostumei, eis um dos efeitos colaterais “não confie em ninguém, e não quebre a cara”.
Aqui jaz uma completa idiota.
Ela tinha amigos, que diziam pra ela ser forte, mas ela os ignorava.
Aqui jaz uma completa incompetente.
Incompetente de ser feliz com a felicidade dos outros. Um tanto quanto egoísta, talvez, mas com seus reais motivos.
Aqui jaz uma sonhadora.
Sonhava com um mundo melhor onde os outros não diziam “Eu te amo” sem realmente sentir. Sonhava com um futuro perfeito, cheio de clichês, assim como toda boa sonhadora.
Aqui jaz uma iludida
Iludida de que podia voar com asas que não possuía, e assim se jogou do décimo segundo andar.
Aqui jaz um amor pela vida, por todos, por ela mesma.
Aqui jaz a esperança.
Esperança de um dia chegar ao próximo nível de ser alguém forte como seus amigos falavam.
Aqui jaz um sopro
Aqui jaz um futuro, uma vida, um mundo.
Aqui se vai mais uma das tentativas de ser feliz.
Aqui se vai…
Aqui jaz uma canção, uma dança, um momento qualquer.
Aqui jaz uma risada, um bordão.
Aqui jaz uma das mais teimosas, que não aceitam nada.
Aqui jaz uma mal amada.
Mau amada pelos outros, por ela mesma, definição própria.
Aqui jaz alguém que você nunca vai esquecer.
Aqui me jaz…
O problema não sou eu, é você. É você que não enxerga que eu daria a vida pra te ajudar. É você que não me trata como deveria, não reconhece a pessoa que eu fui pra você. É você quem diz “eu te amo” sem peso algum, como se fosse só pra me confortar. É você que não consegue só me ter, que fala tudo aquilo só da boca da fora. Sim, o problema é você. Reconhece quem eu sou, dê o carinho que eu mereço. Eu te amo tanto e você nem liga. Sinto como se eu fosse “mais uma”, sem importância nenhuma. Eu odeio isso. O fato de você não conseguir enxergar quem eu sou.
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