Isso é difícil. Não, isso é completamente difícil. É como se você tivesse o coração arrancado do peito e fosse obrigada a viver com a aquela ferida aberta e a mostra de todos, sem poder esconder a dor. É assim que me sinto quando perco alguém, me sinto sozinha, sangrando na frente de todos sem poder pedir consolo ,ou qualquer coisa o tipo, pois não tem como me consolar, não tem como me devolver aquilo que me foi roubado.
Quando eu te perdi, eu me senti perdida, andando solitária pelas areias quentes do deserto, um deserto onde eu estava condenada a viver infinitamente. O deserto da solidão é um lugar imenso e intenso, onde podemos nos perder e nunca achar a esperança, e aonde até mesmo os sonhos e o respirar lhe causa dor.
Perder alguém, perder você, é como perder a vida e ser obrigado a viver. Dá pra entender isso? Viver uma morte longe e solitária? Uma morte escura, talvez mais que escura, uma morte tão sem cor, e tão sem vida, que ela chega a ser um vazio. Isso, um vazio. Não é nem barulhento, nem silencioso. Não é preta e nem com cor alguma. É apenas um vazio, como se estivesse presa em si mesma, como se só pudesse ouvir a própria respiração, sentir o próprio bater do coração magoado e cansado de sofrer.
Imagine-se preso em uma sala, metade branca, metade preta. No lado preto, temos um circulo com todas as cores, e você o gira tão rápido que ele fica branco. No lado branco, temos uma mesa com várias tintas, cuja as quais você tem que misturar, essa mistura de todas as cores, dá em um preto. Deu pra entender? A solidão é a sala, em um lado você acha que por ser mais claro, você tem mais esperança, no lado preto, você acha que por ele ser sombrio, ele seria mais triste, e você acaba percebendo que a solidão é uma faca de dois gumes, onde os dois lados te ferem da mesma maneira, não importa a sua escolha.
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